A realidade que se escreve.
Entre cristais, copos e garrafas,
Pratos (azeitonas e mortadelas),
O cacto sonha:
Quem sabe um dia, entre violetas,
A vida seja mais bela.
O calor das plantas amigas
Seja mais interessante, que o gelo
Do líquido que o envolve.
Menos amargo que o suco
Do fruto, irmão de cor.
Talvez a sua beleza represente mais,
Que as flores que avista.
Porém, que sua arrogância
Não o mate, só.
Que ele compartilhe a bruteza
Da sua existência,
Com todas as possibilidades,
Que a vida lhe permite.
Que ele não seja mais só,
Mas (so)lidário.
Na leitura, a realidade é outra.
Luiz Liu (30/12/2005)
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