Páginas

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Cacto Solitário

A realidade que se escreve.

Entre cristais, copos e garrafas,
Pratos (azeitonas e mortadelas),
O cacto sonha:

Quem sabe um dia, entre violetas,
A vida seja mais bela.
O calor das plantas amigas
Seja mais interessante, que o gelo
Do líquido que o envolve.
Menos amargo que o suco
Do fruto, irmão de cor.

Talvez a sua beleza represente mais,
Que as flores que avista.
Porém, que sua arrogância
Não o mate, só.

Que ele compartilhe a bruteza
Da sua existência,
Com todas as possibilidades,
Que a vida lhe permite.

Que ele não seja mais só,
Mas (so)lidário.

Na leitura, a realidade é outra.

Luiz Liu (30/12/2005)

Nenhum comentário: